Não, não me quero perder em países de sonhos impossiveis de finais corderosa. Eu sei que se ficasse lá, para sempre, saboreando cada instante e gravando cada palavra num vinil cheio de memórias, seria honestamente feliz. E a tentação é grande. Mas se ficasse era tanto o que deixava por cá. Coisas que não quero perder. Gentes que não quero perder. Há ainda muito para viver, viver realmente e não apenas sonhar. Mesmo que o fim não seja o que se espera, que nos entretantos exista dor e que não me ofereças um balão em forma de coração.
Tenho esse mundo, é fragil e é meu. Imensa desculpa, não o posso partilhar.
Sunday, October 01, 2006
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